Hasbro procurou James Ohlen, um dos ex-co-leads de Baldur’s Gate 2, para trabalhar no desenvolvimento de Baldur’s Gate 4. A resposta dele surpreendeu muita gente: ele recusou o convite, afirmando que o projeto “estaria fadado ao fracasso”.
Isso acontece logo após a Larian Studios, responsável pelo aclamado Baldur’s Gate 3, ter anunciado que está deixando a franquia para focar em seus próprios universos, como Divinity. Mesmo assim, a Hasbro continua determinada a fazer uma sequência, com ou sem a Larian.
Em entrevista ao PC Gamer, Ohlen revelou que foi contatado assim que a Larian confirmou sua saída. Porém, ele não teve o menor interesse em assumir o projeto. Segundo ele, tentar competir com Baldur’s Gate 3 — um jogo que ganhou o Game of the Year e elevou o padrão do gênero — seria praticamente impossível.
“Eu não gostaria de competir contra aquilo. Fazer Exodus já é difícil o suficiente… mas ter que competir com Baldur’s Gate 3? Isso seria insanidade.”
Ohlen ainda explicou que desenvolver um Baldur’s Gate 4 do zero levaria pelo menos meia década de muito sofrimento. A Larian usou sua própria engine, aprimorada desde os tempos de Divinity: Original Sin. Sem essa base tecnológica, o desafio seria gigantesco.
Ele chegou a questionar se a Larian licenciaria sua engine, mas isso obviamente não era uma opção. No final, Ohlen elogiou Swen Vincke, CEO da Larian, chamando-o de “mestre” na construção desse tipo de jogo, e disse que destroná-lo seria quase impossível graças ao conhecimento técnico, ferramentas e experiência acumulada pelo estúdio.
Com a Larian focada em Divinity e designers históricos da série recusando o convite, o futuro de Baldur’s Gate fica cada vez mais incerto. A Hasbro segue atrás de uma forma de manter o sucesso da franquia, enquanto investe em outros jogos de Dungeons & Dragons.
Fonte: Insider Gaming
