Granblue Fantasy Versus: Rising – REVIEW

Lançado no dia 14 de dezembro de 2023, a Arc System Works nos apresenta mais um jogo da franquia Granblue, com o primeiro jogo originalmente sendo um gacha feito para celular, na qual acabou escalonando demais se tornando uma franquia de muito sucesso, principalmente na ásia.

Antes de mais nada, acho bom frisar que eu em particular não sou um grande entusiasta de jogos de luta, e nem sou um grande conhecedor do mundo de Granblue Fantasy, apesar de ter feito uma breve pesquisa para me familiarizar no universo.

HISTÓRIA

Antes de começar a falar sobre a história do Rising em específico, acho melhor dar uma geral em todo seu universo, tendo em vista que nós somos apresentados a um mundo bem vasto e rico em detalhes.
O mundo de Granblue se chama “Mundo dos Céus”, que diferente do Planeta Terra onde é dividido por continentes, o Mundo dos Céus é dividido por quatro porções de terras chamadas de Espaços Celestes, e os habitantes desses Espaços são chamados de Celícolas, com cada um sendo de uma raça diferente, sendo elas: Humanos; Erunes, sendo uma fusão de humanos com animais do estilo gato ou raposa possuindo orelhas de animal e corpo mais esguio; Draphs, humanoides que fazem uma fusão entre humanos e bodes, apresentando chifres e tendo um corpo mais robusto; Harvins, que basicamente são os anões desse universo. Entre os quatro Espaços Celestes, há uma zona extremamente turbulenta chamada de “Bacia Sinistra” que só podem ser cruzadas por grandes aeronaves, dificultando bastante a viagem entre cada um deles.

Há muito tempo no Mundo dos Céus, uma raça chamada de Astrais, extremamente poderosa, criaram uma tirania sob os Celícolas, e após muito tempo de sofrimento, os mesmos se levantaram contra os Astrais e criaram uma rebelião se espalhando por todo o mundo. Nessa batalha, os Astrais criaram os Primordiais, criaturas com uma aparência e poder muito parecidas com as bestas apresentadas em Final Fantasy, sendo armas para serem usados contra os Celícolas, mas que mesmo assim, acabaram perdendo. Após a derrota dos Astrais, as tais bestas vagaram pelos Espaços Celestes, com algumas entrando em um estado de hibernação, e outras sendo adoradas como divindades.

Já na história de Granblue Fantasy Versus: Rising, podemos ver nosso protagonista Gran, fugindo com seus amigos do império Erste, que estão atrás de Lyria, amiga que possui a vida ligada ao protagonista após salvá-lo de um ataque mortal causado por um Primordial, como é mostrado no anime de Granblue Fantasy. Logo no começo, tudo parece ser extremamente confuso, pois a amiga deles e ex soldada do exército do Império Erste, Katalina, estava caçando Lyria junto do próprio Império, o que deixa Gran e seus amigos extremamente frustrados e curiosos, já que Katalina não só estava agindo com um comportamento extremamente estranho, como também havia prometido que protegeria Lyria a qualquer custo.

A história do jogo acaba sendo bem interessante, mas o que acabou me frustrando um pouco é a forma que ela é contada. O jogo é dividido em três atos, cada um sendo dividido por vários pequenos episódios, alguns tendo combate enquanto outros mal dialogo tem e já acabando, contendo umas três linhas de fala e voltando pro menu para continuar pro próximo ep.
A forma em que o combate é apresentado é até que interessante, tendo um sistema de combate “livre” contra inimigos comuns, aparecendo mais e mais para derrotarmos, enquanto a lutra contra um chefe, onde na maioria das vezes é um personagem jogável, já é a luta tradicional que conhecemos em um jogo de luta.

COMBATE

O combate de Granblue Fantasy Versus me surpreendeu bastante, sendo um jogo perfeito pra quem quer se aprofundar nos jogos de luta. Ele não é tão fácil quanto no Mortal Kombat ou Injustice onde é só masterizar um combo que você ganha a luta, mas também não é tão complexo quanto Street Fighter ou Tekken.

No jogo nós temos os ataques principais/básicos no ◻/X, △/Y e 〇/B, enquanto o X/A serve para alguns casos, mudar a postura do jogador, ativando um tipo de habilidade que ao apertar os outros botões, dá um golpe diferente. Usando o R1/RB o personagem efetua uma habilidade especial única, e usando os botões principais nós podemos escolher qual a força da habilidade, e dependendo de onde o jogador joga o analógico esquerdo, seja pra cima, baixo, esquerda ou direita enquanto usa a habilidade, acabará efetuando um golpe totalmente diferente, sendo ou pra perto ou pra longa distância. Ao usar o ◻/X e X/A ao mesmo tempo, o jogador pode efetuar a quebra de guarda, sendo extremamente útil caso o adversário não para de defender, onde é no mesmo molde nos jogos apresentados pela Netherrealm, onde eu particularmente prefiro, podendo só apertar R2/RT para fazer uma defesa geral. O jogo no geral apresenta um combate extremamente satisfatório, viciante e responsivo, nos apresentando uma gama enorme de personagens, todos com visuais únicos e bem bonitos, tendo até participações especiais, como é o caso da 2B de Nier.

GRÁFICOS

Toda a franquia Granblue Fantasy se baseia nos gráficos de anime, desde seu primeiro jogo gacha para celular até o Relink, sendo o jogo mais recente lançado. Entretanto, apesar de eu em particular não gostar muito desse estilo artístico, a forma que é apresentada pelo menos no Versus: Rising me encantou de uma forma que eu definitivamente não esperava. O estílo de anime com shaders, apesar de não ser mais nenhuma inovação, casa totalmente com a estética do game, nos apresentando também um cenário extremamente bonito e chamativo, sendo cada um bem único e diferente.

Thales Buscatto

contato@promogamesbr.com