Crisol: Theater of Idols é o novo jogo multi-plataforma, tendo lançado agora dia 10 de fevereiro, jogo desenvolvido pela Vermila e distribuido pela Blumhouse Games. Crisol é um FPS de ação e aventura, com elementos de terror e puzzles que se passa na cidade fictícia situada em Hispania (Espanha) chamada de Tormentosa.
HISTÓRIA
A história de Crisol: Theater of Idols é de longe, uma de suas maiores qualidades, mas que infelizmente acaba sendo bem encostada no game. Jogamos com Gabriel, um servo fiel que serve ao deus Sol, criador de todo o universo, com o objetivo de erradicar o deus Mar, o maior inimigo de seu Senhor. Na teoria, a forma que é contada, acaba sendo bem interessante, mas na prática, pouco explicada e objetiva. Nos é explicado e contextualizado sobre o mundo de Crisol e o objetivo de Gabriel, conforme nós terminamos um capítulo, por meios de desenhos bem rápidos, que nos explicam pouca coisa e que nos deixa com mais perguntas do que respostas.
GAMEPLAY
A gameplay é o foco principal de Crisol, pois é aqui onde sua ideia principal brilha, ou tenta, pelo menos. Nós somos apresentados à uma mecânica de sangue, onde nossa vida, é, ao mesmo tempo, nossa munição. O jogo oferece uma variedade razoável de armas, sendo 5 ao total: pistola, shotgun, sniper, metralhadora e um arpão explosivo. Podemos atirar o quanto quisermos, desde que tenhamos bastante vida, pois sempre que se carrega nossas armas, nossa vida é perdida, e quanto mais forte é a arma que usamos, mais vida se é drenada. O que no começo se torna uma ideia bem interessante, ao decorrer do jogo, se torna entediante e monotona. Você começa com o receio de que se terá poucos itens de cura, tendo que racionar de forma inteligente aonde usar e nao usar suas armas, pra nao gastar sua munição, mas em quase qualquer comodo, voce encontra itens de cura. O protagonista tem, também, uma habilidade de drenar o sangue, tanto de animais mortos quanto de humanos, podendo assim, sempre recuperar sua vida. Com a abundancia de itens de cura e de animais pelo cenario, voce possui praticamente vida infinita, consequentemente, não tendo que se preocupar em momento algum se voce está com pouca vida ou munição.

O jogo possui uma gunplay bem básica, onde só podemos atirar e dar facada, o que não é ruim, mas poderia ser melhor, não podendo nem sequer defender ou esquivar. O jogo possui um sistema de parry bem cru, que poderia ser muito melhor programado, na qual é necessário dar uma facada no inimigo no momento em que ele te golpeia, porém, o tempo é péssimo e você a todo momento sente que não funciona, então passará o jogo inteiro sem nem sequer lembrar que o parry existe.
No começo, você está extremamente fraco, demorando muito pra matar os inimgos e morrendo de forma muito fácil, mas depois isso balanceia, certo? Errado. Conforme você progride e melhora suas armas, você fica extremamente forte, desbalanceando o jogo, encontrando cura a TODO momento, com armas muito fortes e com munição praticamente infinita.
PUZZLE
Por mais que Crisol: Theater of Idols esteja listado como um jogo de ação e aventura (Steam), é um jogo com inúmeros puzzles, chegando a um nível de saturação logo na metade do jogo, tendo puzzle de 30 em 30 minutos. Apesar da abundância de puzzles, eles pelo menos são bons ou criativos? Não, são entediantes, não fazem sentido e você, sem um guia, ficará muito tempo sem resolver algo que, por mais que aparenta ser básico, parece que não funciona de jeito nenhum, se questionando se o próprio puzzle foi mal programado ou então que o jogo está bugado.
CENÁRIO E AMBIENTAÇÃO
A ambientação e o cenário do jogo, é, tranquilamente, o maior ponto positivo do jogo. Os corredores claustrofóbicos, quartos escuros, sound design, tudo é feito com glamour. A estética religiosa com um mix de retrô traz um aspecto único pro jogo, na qual foi feito com bastante maestria. Vale ressaltar, também, que, por mais que sejam cenários bem bonitos e com uma atmosfera desconfortavelmente apetecente, o jogo possui um mapa extremamente confuso, fazendo o jogador se perder a todo momento, com um mapa no menu de opções pior ainda, que ao invés de ajudar, só serve pra te atrapalhar.
PERFORMANCE
O jogo não possui especificações de Fidelidade ou Desempenho, tendo configurações extremamente básicas se for jogado em um Playstation 5, e que, mesmo sendo jogado em um console de ultima geração, você sente claramente que o jogo possui um mal desempenho, nem chegando a rodar em 60 fps, tendo várias partes em que cai pra menos de 30.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os desenvolvedores claramente se inspiraram em outros jogos do gênero de terror/ação, em vários aspectos, muitos nas quais foram bem negativos, como os puzzles, mas fizeram um com muita maestria, que foi o caso do perseguidor. Durante praticamente o jogo todo, somos perseguidos pela Dolores, uma robô enorme e desfigurada que é imortal, sendo impossível de sequer feri-la para desorienta-la, sendo possível apenas correr. O design da personagem, junto também dos sons de seus passos metálicos, são coisas que enriquecem muito a experiencia do jogador, pois ela sempre estará ali te esperando, e você sabe que nao pode fazer nada, apenas e unicamente, correr.

