O estúdio australiano House House confirmou a razão pela qual o jogo Big Walk não está disponível na família de consoles Xbox. A equipe explicou que a decisão decorre do apoio ao movimento internacional Boycott, Divestment, Sanctions (BDS), de liderança palestina, que incluiu a Microsoft e a divisão Xbox entre os alvos de suas campanhas de conscientização e boicote.
Lançado no dia 4 de agosto, o título registrou grande adesão de jogadores no PC, PlayStation 5 e Nintendo Switch. A empresa enfatizou que a não publicação no console da Microsoft não possui relação com acordos de exclusividade comercial, tratando-se exclusivamente de uma postura institucional.
Em declaração oficial publicada nas redes sociais, a produtora reconheceu a frustração gerada nos usuários que gostariam de jogar com amigos na plataforma afetada, ressaltando que a posição permanecerá inalterada enquanto a corporação for mantida como alvo do movimento.
Confira a íntegra do comunicado divulgado pela House House:
“Em junho de 2026, anunciamos que o lançamento de Big Walk seria restrito a computadores, Switch 2 e PS5. Desde então, recebemos diversas mensagens e comentários questionando sobre uma futura versão para Xbox. Gostaríamos de responder a essas dúvidas.
Tomamos a decisão de não lançar Big Walk no Xbox em conformidade com o chamado do movimento BDS, liderado por palestinos, para o boicote à Microsoft, bem como pela designação da Microsoft Games (e do Xbox) como alvo prioritário de boicote.
Nossa intenção sempre foi permitir que Big Walk fosse jogado por grupos de amigos, e reconhecemos que manter o jogo fora do Xbox vai contra esse objetivo. Esta decisão significa que algumas pessoas não poderão aproveitar o jogo com seus amigos, e compreendemos a decepção causada. Nós também estamos decepcionados.
Adoraríamos que o público pudesse jogar no Xbox, mas isso não ocorrerá até que a Microsoft e/ou o Xbox deixem de ser alvos do boicote do BDS. Tomamos essa decisão na convicção de que mudanças significativas são possíveis no mundo, de que a ação coletiva coordenada pode enfrentar os interesses mais poderosos e de que, um dia, a Palestina será livre.”