God of War: Sons of Sparta é o mais novo exclusivo da PS5, sendo desenvolvido pela Mega Cat Studios e jogo de uma das melhores franquias do PlayStation, onde foi anunciado no último State of Play, nesta quinta (12 de fevereiro), sendo uma surpresa por ser um anúncio em um modelo nunca visto antes em God of War, que é o Metroidvania, acompanhando a jornada de Kratos, ainda criança, junto de seu irmão Deimos.
HISTÓRIA
A história conta sobre a jornada de Kratos, ainda jovem, por volta de seus 13 – 14 anos, com seu irmão mais novo, Deimos, com apenas 11 anos. Nós somos apresentados a uma ‘’investigação’’ de um jovem garoto, ainda no processo de se tornar um soldado espartano, o qual desapareceu, e Kratos, por influência e companhia de Deimos, acabam se responsabilizando por trazê-lo de volta.

Aqui, conseguimos ver uma divergência de pensamentos entre Kratos e Deimos muito interessante, pois Kratos, como sempre mostrado, é um homem frio, sem empatia, principalmente na saga grega, mas aqui, por ser apenas uma criança, vemos que, mesmo ele sempre tendo uma natureza fria, distante e até apática, acaba tendo vários momentos de risadas e sorrisos ao lado de seu irmão, que, em contrapartida, é um rapaz muito mais empático, que sente prazer em ajudar as pessoas, que vai muito mais para o lado da emoção do que da razão.
Também é interessante apontar que, mesmo não acrescentando nada de muito importante nos jogos seguintes, acaba enriquecendo bastante a lore da franquia, com vários personagens mais velhos dando conselhos e sermões aos protagonistas, conselhos e sermões que Kratos claramente levou para sua vida adulta, sendo até mesmo mostrados nos jogos posteriores da saga nórdica, já que temos um Kratos mais maduro e sábio.
Por mais que possa não parecer, a história contada no novo God of War, por se tratar de um jogo ‘’diferente’’, conosco não estando acostumados a vê-lo neste molde, acaba sendo bem envolvente e bem desenvolvida, mesmo sendo fechada e não tendo conexões diretas com outros jogos, porém, ainda assim te deixa curioso e querendo, a todo momento, descobrir o que aconteceu.
GAMEPLAY
A gameplay, mesmo sendo diferente de qualquer outro God of War, consegue ser tão viciante e bem feita quanto os seus anteriores. O principal ponto vai para, como qualquer bom Metroidvania, sua exploração, onde é feita com bastante êxito, sendo extremamente satisfatório explorar Esparta e suas redondezas, nas quais podemos ver dezenas de cenários incrivelmente bem estruturados, com cada um contendo sua beleza própria e cativante, tendo um backtrack muito bem feito, onde, claro, necessitamos sempre voltar em áreas já exploradas antes, para acessarmos lugares em que não éramos capazes, mas agora, com habilidades novas.

O combate também não fica muito atrás no quesito qualidade, que, por mais que seja bem simples, acaba sendo muito bom e desafiador, com inimigos novos e vários que já nos foram apresentados na saga clássica, o que é bem interessante, pois podemos ver que, mesmo novo, Kratos sempre foi uma pessoa extremamente forte e poderosa. Usamos apenas nossa lança e escudo espartanos, tendo também equipamentos nos dados como ‘’presentes de deuses’’, como um estilingue, uma espécie de bomba, uma espada longa e por aí vai, assim como é visto em God of War 1, porém, mesmo com esses equipamentos tendo bastante foco no combate, acabam sendo um pouco fracos e esquecíveis, sendo muito mais usados durante a exploração, para acessarmos outras áreas e solucionarmos puzzles para conseguir coletar um item.
A dificuldade é algo muito importante ao se falar de um jogo como esse; mesmo se jogado na dificuldade Cadete (normal), acaba sendo bem desafiador, com inimigos muito fortes, mas principalmente bosses que, ao serem enfrentados sem o preparo devido, possuirão uma dificuldade muito acima do normal, porém, quanto mais você explora o mapa e, consequentemente, fica mais forte, o jogo vai se equilibrando bastante, tornando a exploração muito gratificante.

TRILHA SONORA
God of War é o tipo de jogo que é bom em tudo o que faz, tendo sua trilha sonora um dos principais acertos, o que não é diferente neste. Obviamente, não é tão épica e tensa como na saga clássica, mas, ainda assim, tem bastante personalidade, equilibrando muito bem as músicas calmas enquanto explora com o combate.
DESEMPENHO
Eu joguei God of War: Sons of Sparta no PlayStation 5 Slim e, mesmo sendo um jogo 2D, sem nada que desafie o potencial do console, tiveram inúmeros momentos com quedas de FPS, comigo até presenciando também um crash e com vários relatos de pessoas, inclusive eu, tendo seu save deletado/regredido após atualização do dia 14.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
God of War: Sons of Sparta é quase perfeito em tudo o que se propõe; contudo, há coisas que incomodam muito, como, por exemplo, a hitbox do inimigo. Em vários jogos, quando se toma um hit, você fica intangível por um curto período de tempo, mas aqui não, pois, após ser golpeado, você pode levar um combo de vários inimigos ao mesmo tempo, sem nem chance de conseguir se defender. Ocorre também que tentar subir um mísero degrau, que está junto ao chão em que o jogador está posicionado, pode ter um inimigo bem na ponta e, por conta da hitbox, você não consegue avançar sem levar dano, sendo obrigado todas as vezes a matá-lo.
No geral, ele é muito bom em praticamente tudo, com suas ressalvas, porém, ainda muito viciante e que, com certeza, merece uma chance às pessoas que têm suas dúvidas e preconceitos, pois não aceitam que um jogo já estabelecido há muitos anos tenha uma forma nova de gameplay. Ele possui um ritmo mais calmo comparado aos seus antecessores, mas que combinou bastante com a temática de Metroidvania, necessitando explorar canto por canto pra ficar mais forte e apreciar os cenários. Com toda certeza, foi um grande acerto da PlayStation.

