Foi uma semana grande para quem acompanha Marvel’s Wolverine. Depois do anúncio dos acessórios e hardware exclusivos de PS5, a Insomniac liberou um hands-on extenso de duas horas. Faltando pouco mais de um mês para o lançamento (15 de setembro), finalmente deu para meter as garras de verdade no jogo.
A sessão começou direto no prólogo, nas matas de Telambang. Wolverine está de volta ao Team X para uma missão crítica: infiltrar a instalação do bilionário anti-mutante Bolivar Trask. Depois de uma sequência intensa de resgate, o preview saltou para uma luta de chefão absurda e um gostinho de Lowtown, em Madripoor. Entre combates brutais, stealth e execuções cheias de ódio, deu para sentir a história, conhecer melhor aliados e inimigos, e até descobrir um pedaço do passado enterrado de Logan.

O peso da fúria e da humanidade
Desde os primeiros minutos, com um Wolverine feral, cabelo bagunçado e memória apagada, o jogo já coloca em jogo o equilíbrio entre a fera e o homem. A primeira missão reúne Logan ao Team X, a força-tarefa mutante criada por Nathaniel Essex para proteger a espécie. Wolverine tinha se afastado do grupo, e isso ainda pesa — especialmente para Mystique (sarcástica e afiada) e Sabretooth (sempre no modo “vou te matar”).
A missão leva o trio da instalação secreta de Trask até as ruas sujas de Madripoor. O que eles descobrem é sombrio: em um mundo onde mutantes ainda são praticamente desconhecidos da sociedade, Trask usa sua fortuna para sequestrar, estudar e descartar mutantes como se fossem lixo, tudo em nome da “superioridade humana”. À medida que a verdade da instalação fica clara, a fúria de Wolverine explode. Ele avança por hordas de Reavers e enfrenta até Omega Red para libertar Essex, que está preso por Trask.
Essex foi quem encontrou Logan anos atrás naquele estado selvagem e criou o Team X. Entre o idealismo de Essex e a crueldade de Trask, Wolverine é forçado a olhar para o espelho e decidir que tipo de homem (e mutante) ele quer ser.

Afiar as garras nunca foi tão satisfatório
O maior destaque do hands-on é simples: lutar com as garras é viciante. Wolverine não só ataca — ele se lança nos inimigos de longe, mira e catapulta o corpo para atordoar ou destruir. Cada combate vira uma tempestade de golpe e fúria, e a adrenalina do jogador sobe junto com o medidor de Rage.
Além do parry e dos combos básicos, existem Special Techniques que podem ser desbloqueadas, aprimoradas e mapeadas nos botões direcionais. No preview, deu para usar o Tornado Spin para limpar grupos inteiros e o Knee Breaker para interromper ataques. Também existem Adaptations, que melhoram atributos permanentes como vida e medidor de fúria.
O sistema de Rage é o coração do combate. Combos bem-sucedidos enchem o medidor em três níveis:
- Rage Tier 2: combos mais poderosos e a habilidade Last Stand (permite se curar quando está completamente no chão).
- Rage Tier 3: ataques devastadores, critical strikes brutais e uma mudança total de tom. A tela fecha, a respiração fica mais pesada e primitiva, e Logan vira uma máquina de fatiar. Dá até para arrancar a katana ou o arco de um membro da Hand e cravar de volta nele.
Quando a situação pede mais cautela, o Enhanced Senses permite rastrear e eliminar inimigos em stealth. Trask também usa Ability Inhibitors que bloqueiam os poderes de Wolverine e dos aliados. Nesses momentos, é preciso aguentar a dor, lutar sem regeneração e destruir os inibidores o mais rápido possível.
O ponto alto do combate foi a luta contra o protótipo de Sentinel no final do preview. Construído por Trask para detectar e eliminar mutantes, o chefe exige paciência, timing de esquiva/parry e trabalho em equipe com Mystique e Sabretooth. Quando a cabeça do Sentinel finalmente ruiu, o sorriso no rosto foi inevitável.

Madripoor, respiro e descobertas
Depois da luta, o preview levou até Lowtown, em Madripoor. No Princess Bar (gerenciado por Tyger), deu para conversar com a recém-conhecida Jean Grey e os adolescentes mutantes que ela protege. Mesmo se conhecendo pouco, a conexão entre Jean e Logan é imediata — é com ela que ele admite, pela primeira vez, que a própria raiva às vezes o assusta e que ele quer ser melhor.
Também há espaço para aprofundar a relação com Mystique e Sabretooth. Fora de combate, Mystique consegue baixar a guarda e jogar um “Eu Nunca” vulnerável com Logan. Sabretooth continua provocando (“runt”), mas fica claro que o rancor vem de um laço antigo e da saída anterior de Wolverine do grupo.
Andando por Lowtown, é possível trocar de visual e de tipo de garras (do clássico camiseta e jeans até o estilo capacete Weapon X). O Enhanced Senses capta conversas e músicas que guiam para salas específicas ou permitem seguir o cheiro de um companheiro. Explorar cada cômodo rende diálogos e easter eggs — fotos de casamento da Mystique, um IOU escrito em uma carta de ás de espadas assinado por Remy LeBeau, entre outros.
Vale a pena explorar com calma. Há caixas escondidas com materiais de upgrade, garrafas de uísque colecionáveis e as misteriosas Nightmare Doors. Elas levam Logan a uma cabana onírica onde ele enfrenta Nightmare Trials: corridas cronometradas em versões distorcidas de locais do jogo. Completar essas provas desbloqueia memórias esquecidas do passado dele.
Fonte: PlayStation Blog
