ReStory: Chill Eletronics Repair – REVIEW

Lançado recentemente no dia 6 de agosto de 2026, ReStory: Chill Eletronics Repair foi desenvolvido pela Mandragora e distribuído pela tinyBuild, traz consigo uma experiência um tanto quanto diferente com os jogos que estamos acostumados, até mesmo para um indie. Nesse jogo, nosso trabalho é reparar antigos aparelhos eletrônicos durante o começo dos anos 2000.

O jogo também traz um visual bem diferente, misturando 3D da nossa loja com um 2D dos personagens muito parecido com pinturas a mão, trazendo um visual muito único para o jogo.

História

Por incrível que pareça, ReStory possui uma história mais complexa do que parece. No jogo, nós substituímos um antigo mestre de reparo que antes usava o que passou a ser a nossa loja, e então, coisas estranhas começaram a acontecer na vizinhança. De um lado, temos uma megacorporação que quer demolir boa parte do bairro de Akiba, em Tóquio, para criar um shopping gigante. E do outro lado, temos todos os habitantes de Akiba, junto também dos gangsters locais, que nos ajudam com frequência pra podermos levar a melhor sobre a tal corporação. A história é contada a partir de diálogos interativos, onde o jogador pode escolher o que fazer na maioria das vezes, assim, mudando o destino de personagens, da nossa loja e até do próprio bairro onde o jogo se passa.

Gameplay

A gameplay aparenta ser bem simples, mas assim como a história, é muito mais complexa, e também viciante do que parece. No jogo nós pegamos vários tipos de dispositivos que estão com problema, como poeira, tendo de limpar, alguma peça estragada necessitando de comprar alguma nova para repor, problemas com o software precisando hackear o eletrônico e etc. O jogo faz referências a várias marcas de eletrônicos famosos, como a Sony, que no jogo virou Nony, Xbox que virou Xi-box, Nintendo que virou { }, dentre várias outras.

Após pegarmos um dispositivo, devemos usar a chave de fenda para desrosquear todos os parafusos, tirar peça por peça, limpar, consertar, pra aí então, repor tudo de volta e devolver ao cliente.

Devemos também o tempo todo usar o nosso computador, que servirá pra poder comprar licenças para podermos consertar algum eletrônico, alguma peça nova para substituir uma quebrada, móveis novos para nossa loja, acessar pedidos online para nos entregar novos eletrônicos para consertarmos e por aí vai. Todas essas mecânicas apresentadas no jogo, faz com que a gameplay fique não só muito complexa, mas também, extremamente satisfatória.

Visual

Como dito anteriormente, o jogo nos apresenta um visual bonito, onde faz uma ótima mescla do 3D com o 2D. O interessante, é que mesmo se passando no Japão, o jogo não tem nenhum traço de anime, diferente da maioria dos jogos indies que se passam no lugar, tendo um desenho muito único, diferente e extremamente agradável.

Thales Buscatto

contato@promogamesbr.com