Tendo sido lançado no dia 21 de julho de 2026 Fading Echo é um indie criado pela Emetria e distribuído pela New Tales.
O jogo apresenta uma mecânica diferente onde podemos controlar diferentes elementos, sendo alguns deles água e fogo, trazendo consigo uma estética meio “desert punk”.
HISTÓRIA
Em Fading Echo nós controlamos One, uma jovem guerreira nômade ainda em treinamento sendo guiada por sua mãe, que possui o poder de controlar e se transformar em água, mas, também, em outros elementos como fogo e ácido. O jogo se passa no mundo de Corel, um mundo desértico que está sendo consumido lentamente pela Corrupção do Paradoxo. uma força que distorce a realidade e divide o planeta em várias dimensões diferentes que são denominadas como Echoverso.
GAMEPLAY
Nosso objetivo em Fading Echo é purificar o que se é chamado de Bastion, um tipo de santuário, purificando/conectando suas 12 fontes para reestabelecer a vitalidadade de Corel. O jogo divide a gameplay em duas grades diferentes, sendo apenas o combate e os puzzles. Em ambos nós devemos usar uma mecânica bem interessante apresentada no jogo, que é de nos transformarmos em água, fogo e ácido e outros elementos, tendo de matar diversos inimigos cada um sendo de um tipo de elemento diferente. Inimigos de fogo são fracos contra água; inimigos de água são fracos contra fogo, e assim por diante. Entretanto, o jogo nos apresenta uma variação muito pequena de inimigos, sendo resumido em inimigos pequenos e fracos e inimigos grandes e fortes, mas todos contendo sempre o mesmo move set de ataques, sendo extremamente previsíveis e tirando totalmente o senso de dificuldade do jogo, mesmo se jogar no normal, que foi o meu caso. Apesar do combate ser simples e satisfatório, podendo perfeitamente sentir os golpes nos inimigos, eu diria também que ele é extremamente repetitivo, não só pela pequena variação de inimigos, mas também por seu combate sem muitas variações, tendo algumas poucas habilidades para serem usadas. O combate no geral não só é extremamente fácil, mas também o jogador pode pular a grande maioria dos cenários de luta, por se tratar de áreas abertas sem nenhuma barreira.

Os puzzles também infelizmente deixaram a desejar. 90% dos puzzles se resumem em pegarmos um tipo de núcleo para usarmos de chave para uma porta, para assim, poder ligar uma das fontes necessárias. Nesses puzzles nós também sempre devemos usar os elementos disponíveis, com o diferencial sendo ao entrar em contato com o fogo para virarmos vapor e planarmos, ou com o ácido para poder dar pulos muito mais altos que na forma base. Os puzzles não trazem nenhum tipo de desafio de verdade, sendo todos completados facilmente sem ter de pensar muito, sendo repetitivos e monótonos.
CENÁRIOS
Em Fading Echo nós somos apresentados a três tipos de cenários diferentes, dentre eles sendo a forma padrão de Corel, onde andamos por vários pedaços de terra desértica flutuantes, um cenário que aparenta ser de uma simulação futurista e no fundo do mar. Tanto o primeiro quanto o segundo cenário citado possui uma construção extremamente genérica, chegando até ser enjoativa depois de um tempo jogando, enquanto o cenário debaixo d’água é tranquilamente o mais bonito, chamativo e reconfortável, mas que, infelizmente, acaba sendo o que menos jogamos. Infelizmente, em todos eles a gameplay acaba sendo exatamente a mesma. Penso que poderiam colocar algumas coisas a mais, mas, ao invés disso, no cenário futurista temos um tipo de gravidade invertida que nos faz andar no teto por partes extremamente curtas e pequenas, e na parte da água podemos andar por diferentes tubos d’água que mais atrapalham o jogador do que ajuda em meio aos puzzles. Mas, fora isso, não se possui mudança alguma, nem mesmo diferentes tipos de inimigos temos em cada cenário, sendo sempre os mesmos reciclados.

GRÁFICOS
Os gráficos de Fading Echo para todas as construções se mostra um tanto genérico, ou então, nada chamativo ou que mereça um elogio. Entretanto, o gráfico dos personagens acaba sendo bem bonitos, puxando mais para um tipo estilizado e cartunesco, com esse sim, sendo bem chamativo e bem feito.


