Apenas sete jogos de PlayStation ultrapassaram 100 mil cópias físicas vendidas nos EUA em 2026

A decisão da Sony de encerrar a produção de mídias físicas para jogos de PlayStation a partir de janeiro de 2028 continua gerando críticas entre os jogadores. No entanto, novos dados de mercado mostram por que a empresa considera essa mudança inevitável.

Segundo o analista Mat Piscatella, da empresa de pesquisa Circana, apenas sete jogos de PlayStation ultrapassaram a marca de 100 mil cópias físicas vendidas nos Estados Unidos em 2026, considerando o período entre 1º de janeiro e 21 de julho.

Os números revelam um cenário ainda mais expressivo. Na semana encerrada em 11 de julho, somente dois jogos de PlayStation venderam mais de 10 mil cópias físicas no mercado norte-americano, indicando uma queda contínua na demanda por versões em disco.

Embora os dados se refiram apenas aos Estados Unidos, trata-se de um dos mercados mais importantes da indústria de videogames em receita, tornando essas tendências relevantes para as estratégias das grandes fabricantes.

As estatísticas surgem em meio à onda de críticas direcionadas à Sony desde que a empresa anunciou que deixará de fabricar discos físicos para PlayStation em 2028. A insatisfação dos jogadores tem sido tão intensa que chegou até mesmo às redes sociais de estúdios parceiros.

Um exemplo recente foi a divulgação do novo trailer de Marvel’s Wolverine, da Insomniac Games. Mesmo sendo um título que ainda será lançado em mídia física, a publicação foi tomada por comentários criticando a decisão da Sony de abandonar os discos.

Até o momento, a empresa não demonstrou qualquer intenção de rever seus planos. Especialistas do setor apontam que a medida faz sentido do ponto de vista financeiro, já que a distribuição digital cresce ano após ano e reduz custos de fabricação, logística e distribuição.

Por outro lado, críticos da decisão alertam para questões relacionadas à preservação dos jogos, ao direito de propriedade dos consumidores e à dependência cada vez maior das lojas digitais. Ainda assim, não há qualquer indicação de que órgãos reguladores, como a União Europeia, possam impedir a Sony de comercializar seus jogos exclusivamente em formato digital.

Mesmo com os números mostrando uma demanda cada vez menor por mídias físicas, a mobilização dos fãs em defesa dos discos continua forte. Resta saber se esse movimento conseguirá influenciar futuras decisões da indústria ou se o mercado caminha, de forma definitiva, para um futuro totalmente digital.

Fonte: Circana

Igor Feanor Borges

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