Darwin’s Paradox! – Review

Darwin’s Paradox!, desenvolvido pela ZDT Studio e publicado pela Konami, foi anunciado em 2025 e desde então já apresentava uma premissa bem diferente e interessante, onde controlamos um polvo em uma mistura de plataforma com puzzle e elementos de furtividade.

O jogo trás consigo uma experiência agradável e com um aspecto mais infantilizado, mas mesmo assim, possui puzzles e desafios que podem ser um tanto desafiadores em alguns momentos.

HISTÓRIA

Em Darwin’s Paradox! nós somos introduzidos a uma empresa chamada de UFOOD, uma empresa do ramo gastronômico que fizeram um comercial do seu mais novo produto, o polvo, divulgando-o em um comercial de televisão dos anos 50, onde explicam brevemente sobre as curiosidades de tal animal, sendo ele um animal extremamente cauteloso, furtivo, inteligente, e sua principal caracteristica, sendo um animal delicioso.

Em paralelo a isso, temos Darwin, um amigável polvo que está calmamente nadando pelo oceano junto da companhia de um amigo também polvo, quando de repente, é abduzido por uma nave da UFOOD, que busca transforma-los em enlatados para serem comercializados. Darwin, após tentar fugir, acaba parando em um lixão, com apenas dois objetivos em mente, sobreviver aos perigos terrestres, sejam eles gaivotas; ratos e a propria UFOOD, como também, procura salvar seu amigo.

GAMEPLAY E MECÂNICAS

A gameplay de Darwin’s Paradox! é um tanto simples, mas que mesmo assim, casa muito bem com a premissa do jogo. Como controlamos um polvo, somos um tanto limitados em nossas ações, podendo apenas andar, pular, nadar, andar pelas paredes, se camuflar quando está em cima de algum chão e atirar tinta para ficarmos escondidos. Como um jogo de plataforma, o game consegue usufruir muito bem de suas mecânicas, não se tornando algo enjoativo mas também nem algo inútil, misturando muito bem os puzzles com a furtividade ao ter que passar por cenários onde tem vários inimigos com o objetivo de não ser visto. Porém, o jogo também apresenta cenários onde podem possuir desafios bem estressantes fazendo com que o jogador queira correr apenas pra terminar depressa. Mesmo com o jogo apresentando diversos checkpoints, em momentos assim, parece ser proposital a distancia de um salvamento para o outro, tentando fazer com que o jogo se torne mais desafiador, mas acaba sendo apenas chato e cansativo.

AMBIENTAÇÃO

Por ser um jogo de plataforma, se espera que tenha vários cenários variados, e isso acaba sendo feito de forma razoável, variando entre cavernas, fábricas, galpões, laboratórios e até o esgoto, porém, eu senti falta de jogar com mais frequência no oceano, afinal, controlamos um polvo, mas acabamos jogando em tal lugar apenas no tutorial e em pouquíssimas partes mais ao final do jogo. Pelo menos, todos os cenários entregues são bonitos e possuem suas características próprias, sendo bem detalhados, contendo seu próprio estilo de puzzle e inimigos que se deve evitar.

DESEMPENHO

joguei Darwin’s Paradox em um PS5 Slim, e em momento algum o jogo apresentou quedas de frames, porém, o jogo apresenta um problema extremamente frustrante, que é superaquecimento. Em um momento específico do game, na cutscene que nos é apresentado a mecânica de camuflagem, o console superaquece e desliga, sendo forçado a reiniciar. O recomendado é alterar as especificações gráficas para desempenho (antes qualidade) e mudar as configurações de tela do seu console para 720p, mas que mesmo assim, assim como foi comigo, pode aparecer uma mensagem dizendo que o console está quente demais e deverá ser desligado, porém, dessa vez, podendo apenas fechar a mensagem e continuar com a jogatina em paz.

Thales Buscatto

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