Housemarque triplica de tamanho e reforça posição como estúdio de elite da PlayStation

A Housemarque, estúdio finlandês responsável por títulos como Returnal e o aguardado Saros, vive um dos momentos mais importantes de sua história desde que foi adquirida pela Sony. Em entrevista ao programa The Game Business Show, a desenvolvedora revelou que praticamente triplicou de tamanho nos últimos anos e hoje se considera uma verdadeira integrante da família PlayStation Studios.

Segundo o chefe de estúdio e cofundador Ilari Kuittinen, a empresa contava com cerca de 40 a 50 funcionários durante o lançamento de Nex Machina, em 2017. Atualmente, a equipe possui quase 120 profissionais trabalhando em um único projeto.

De acordo com Kuittinen, a expansão trouxe novos desafios para a Housemarque, especialmente na criação de produções de maior escala.

“É muito diferente trabalhar nessa escala, desenvolvendo um único jogo com essa quantidade de pessoas. Foi uma grande mudança para o estúdio aprender a criar experiências maiores e entender como organizar tudo isso.”

O executivo também destacou o orgulho da equipe em ter alcançado o status de estúdio first-party da PlayStation.

“Agora somos verdadeiramente um estúdio PlayStation first-party. Estar aqui, cercado por alguns dos melhores desenvolvedores do mundo, recebendo elogios e reconhecimento pelo nosso trabalho, é algo incrível. É impressionante pensar que saímos de um pequeno estúdio com pouco mais de dez pessoas para chegar onde estamos hoje.”

Antes de alcançar reconhecimento global com Returnal, a Housemarque construiu sua reputação desenvolvendo jogos inspirados em fliperamas e shooters intensos, como Super Stardust, Dead Nation e Alienation. Nos últimos anos, porém, o estúdio deu um salto significativo em termos de produção, escopo e ambição.

O próximo grande projeto da equipe é Saros, mas a desenvolvedora não descarta explorar experiências menores no futuro. Segundo Kuittinen, existem diversas ideias que a empresa gostaria de colocar em prática, algumas delas em escalas diferentes da adotada em seu novo título.

“Há oportunidades interessantes que gostaríamos de explorar e que talvez não estejam na mesma escala de Saros. Temos muitas coisas que queremos experimentar, e vamos descobrir se isso será possível ou não”, concluiu.

Fonte: The Game Business Show

Igor Feanor Borges

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