Mouse: P.I For Hire – Review

Após longos anos de espera, finalmente fomos agraciados com a chegada de Mouse: P.I For Hire, desenvolvido pela Fumi Games e publicado pela Playside , chegando a todas as plataformas no dia 16 de abril de 2026. Mouse: P.I For Hire, busca trazer consigo uma mescla de experiência pra quem gosta de jogos de FPS e gêneros de investigação, misturando ambos junto de um leve tom de humor mostrado em desenhos e histórias em quadrinhos da década de 1920/1930, de forma cômica e agradável.

HISTÓRIA

No jogo, nós controlamos Jack Pepper, um ex-militar que decidiu tomar uma vida mais tranquila, em comparação com seu passado, sendo agora, um detetive particular. A história do jogo não foge muito do que estamos acostumados em histórias de detetives já apresentadas em diferentes filmes séries e jogos. Somos contratados para desvendar um caso de uma mulher que foi morta de forma brutal, nos levando para vários cenários diferentes, tendo sempre de interrogar pessoas e explorar o local para coletar provas e colar em nosso quadro investigativo.

Algo que já estamos acostumados em ver de histórias desse tipo, mas que é, também, sempre interessante de se ver se for apresentado de forma bem feita, que é o que acontece em Mouse: P.I For Hire, são os diferentes sub-casos nas quais podemos também investigar, casos esses que não possuem ligação direta pra trama principal, mas que mesmo assim, complementam o universo do jogo.

É também interessante dizer que o jogo nos joga para um “mundo aberto” no momento em que devemos escolher o cenário que vamos investigar, indo de carro para todos os locais, que mesmo sendo breve, conseguimos ver o quão detalhado é a cidade do jogo.

GAMEPLAY E MELHORIA DE ARMAS

A gameplay não apresenta nada de muito especial, é um FPS básico, porém, que efetua o gunplay de forma eficiente e satisfatória. O jogo apresenta uma roda com 10 armas ao total, sendo todas diferentes umas das outras, tendo armas comuns, como uma pistola, shotgun, metralhadora, até um cérebro que solta ondas de raio e uma arma que dispara um raio congelante, e em momentos específicos, podemos também consumir diferentes alimentos, sendo eles uma pimenta, uma caneca de café e até mesmo um espinafre, nos dando diferentes habilidades por um curto período de tempo durante o combate. Entretanto, o jogo não mostra muita dificuldade nos cenários. Eu em particular, joguei no normal, e não tive dificuldade em momento algum. O jogo fornece munição, cura e colete a todo momento, sendo poucas as vezes em que você se preocupa com a falta de vida e munição, ainda mais se observar o quão consideravelmente fáceis são os inimigos, que mesmo vindo em hordas, poucos são os que vão apresentar um desafio considerável.

O jogo apresenta um sistema de melhoria de armas um tanto básico, porém, muito eficiente. Ao coletar diagramas escondidos durante nosso percurso em um cenário, ao retornarmos para nossa base, podemos interagir com uma mesa de melhorias, e então, dependendo do quanto de diagramas coletamos, melhorar a arma que quisermos. Nessa hora, podemos ver que claramente o jogo se inspirou em jogos como Bioshock, que ao melhorarmos a arma, ela vai alterando de forma irreal e cômica o seu visual, e claro, seus atributos.

GRÁFICOS E AMBIENTAÇÃO

Agora, vamos pro principal tópico do jogo, que é sem dúvidas, sua ambientação. O jogo se passa em Mouseburg, uma cidade fictícia que faz clara referencia aos Estados Unidos na década de 1930, com o clima noturno mórbido e calmo junto de um jazz clássico tocando de fundo. Entretanto, se já não estivesse bom por si só, os desenvolvedores tiveram a ideia de fazer com que todo o jogo ficasse em preto e branco, condizendo totalmente com a época em que se passa, trazendo toda a vibe noir que aquela trama tem para apresentar.

Vale a pena ressaltar também, que, apesar de se inspirar fortemente nos desenhos da época, como dito anteriormente tendo Mickey como fortíssima referência, apenas os personagens possuem um gráfico estilizado, o que trás um contraste muito interessante. Todos os cenários possuem uma modelagem padrão, entretanto, todas as animações, principalmente do nosso protagonista, são totalmente estilizadas à moda antiga, com várias animações diferentes, como carregar uma arma, usar alguma habilidade durante o combate, adquirir alguma habilidade diferente e mais.

TRILHA SONORA

Pra fazer uma trilha sonora de uma mídia que conta sobre uma investigação antiga, não tem segredo, um jazz calmo, que trás um ar de curiosidade, sempre será a melhor opção, e com Mouse: P.I For Hire, não foi diferente. Podemos ver desde o menu, cenários de combate, momentos macabros e até perseguições e fugas, há várias trilhas presentes, mas principalmente o jazz, sendo apresentado de forma sútil, mas que mesmo assim, é muito marcante e viciante de se ouvir.

Algo bem legal de se comentar, é que o jogo apresenta diferentes tipos de degradação de som, mudando completamente o jeito que o áudio sai, tendo o som básico, vinil, disco de acetato, cilindro fonográfico de celuloide preto e cilindro fonográfico de cera marrom, todos estando presentes no menu de configuração, podendo ser trocados quando quiser, aumentando bastante a imersão do game.

Thales Buscatto

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