The Blood of Dawnwalker – REVIEW

Lançado recentemente no dia 3 de setembro, Rebel Wolves nos apresentou o primeiro jogo de todo o estúdio, Blood of Dawnwalker, na qual foi produzido por alguns dos criadores de The Witcher 3.


Pelo fato de ser de alguns dos criadores de The Witcher, nos próprios trailers de gameplay já era possível de se observar que o jogo possuía uma grande inspiração em Witcher 3, tanto no combate como principalmente na exploração, fazendo com que as expectativas do jogo fossem bem altas. Mas afinal, as expectativas para Blood of Dawnwalker foram atendidas ou acabou infelizmente sendo só mais um RPG de mundo aberto genérico?

HISTÓRIA

Em Blood of Dawnwalker nós controlamos Coen, um jovem na casa dos 20 anos que morava com seus pais e seus três irmão. Coen trabalhava junto de seu pai como minerador em uma mina de carvão, em uma pacata vila chamada de Laslea, localizada no Vale de Sangora. Um dia, um Vrakhiri (vampiro) chamado Brencis invadiu o Vale Sangora, atacando seu soberano e se tornando o novo líder da região, fazendo com que todos do Vale Sangora saúdem os Vrakhiri. Após uma rebelião contra os vampiros em Laslea, Brencis morde Coen, o transformando também em Vrakhiri, e sequestra toda sua família para servirem de sacrifício em uma cerimônia, dando a Coen somente 30 dias e 30 noites para salvá-los.

Entretanto, nosso personagem não é um vampiro normal, que não pode sair durante o dia por conta da luz solar, mas sim um Penumbro, que, durante o dia é um humano normal, e a noite, um Vrakhiri.

Algo interessante de se comentar é que, o jogo praticamente não possui uma missão principal. Todas as missões são opcionais, podendo até mesmo matar personagens extremamente importantes pra trama, pois o único objetivo é salvar nossa família, independente de como seja feito. O jogador pode sair do prólogo e ir direto para o castelo de Brencis para matá-lo e salvar a sua família, assim, zerando o jogo.

PASSAGEM DE TEMPO

Após os eventos do prólogo, nós somos jogados ao mundo aberto e nos é explicado como a passagem de tempo funciona. Como dito anteriormente, nós só temos 30 dias para conseguir salvar nossa família, e praticamente tudo que fazemos no jogo, avança o tempo cada vez mais. 1 dia conta com 16 segmentos ao todo, sendo 8 de dia e mais 8 de noite, sendo representados por quadradinhos. Conforme vamos realizando as tarefas, seja uma missão secundária, comprando uma habilidades no menu de habilidades, completando os eventos do mapa ou até saqueando lugares importantes o jogo nos informa quantos segmentos serão ocupados, assim, avançando o tempo. Ao completar todos os segmentos durante o dia, o jogo avança para a noite, e vice-versa. Entretanto, apesar de que no começo possa preocupar bastante o jogador, fazendo-o pensar que não será possível concluir todo o mapa, pode ficar tranquilo, pois, se manejar corretamente, sem literalmente gastar tempo com coisas desnecessárias, o jogo nos dá tempo de sobra pra fazer tudo o que for possível.

COMBATE

No combate nós conseguimos ver uma grande inspiração em Kingdom Come Deliverance, pois somos apresentados a uma mecânica bem realista, tendo de escolher o local onde vamos defender, dependendo do movimento do inimigo. Se ele atacar na direita, temos de defender na direita, se for na esquerda, defender na esquerda, e assim por diante. O combate do jogo no geral, eu particularmente achei bem satisfatório e também extremamente desafiador em algumas partes. Apesar de ter uma variação bem pequena de inimigos, o combate é bem fluído e responsivo, porém, algo que me incomodou bastante praticamente do início ao fim, foi o sistema de marcação do inimigo. O jogo nos apresenta várias habilidades bem úteis que podemos usar durante o combate, mas ao tentar usar contra um inimigo selecionado, o jogo por conta própria decide sempre marcar um inimigo do lado ou até do outro lado da arena, sendo impossível de usar a habilidade no inimigo que estamos enfrentando diretamente, não importando o que o jogador faça, pois sempre irá marcar outro adversário para usar a habilidade.

Como eu havia dito no tópico da HISTÓRIA, nosso personagem é um Penumbro. Durante o dia, nós podemos usar habilidades de magia, podendo dar dano contínuo no inimigo; sugar a vitalidade do inimigo para regenerar a sua própria, e etc. Já de noite, nós podemos usar nossas habilidades de vampiro, sugando o sangue do inimigo para regenerar nossa vida; pausar o tempo; lançar um enxame de morcegos para atordoar, e várias outras coisas.

EXPLORAÇÃO

Blood of Dawnwalker nos apresenta um mapa gigantesco, que, apesar de não ter quase nenhuma variação de cenário, sendo praticamente apenas floresta e uma pequena porção de pântano, acaba sendo um mundo extremamente vivo e bonito, com vários animais, vilas, NPCs nas estradas e conflitos entre guardas e ladrões. Por se tratar de um RPG, somos praticamente obrigados a explorar o mundo a fora, porém com o combate satisfatório junto do saque que foi muito bem equilibrado no jogo, nós somos apresentados a uma exploração extremamente gratificante e viciante, fazendo o jogador esquecer totalmente da história principal, querendo saber apenas de explorar o jogo por horas e horas, melhorando cada vez mais nosso protagonista.

As missões secundárias são quase no mesmo nível do que podemos ver em The Witcher 3. Todas as missões, sem exceção, somos apresentados a personagens super interessantes, todos com sua própria lore por trás, nos mostrando suas intenções e seus gatilhos, e que, algumas missões, mesmo parecendo bobas, podem complementar muito não só para o objetivo principal de salvar nossa família, mas também complementando pra própria lore do jogo, falando sobre a origem dos vrakhiri, da política do Vale Sangora e mais.

ÁRVORE DE HABILIDADES

Nós somos apresentados a três árvores de habilidades diferentes, sendo elas a árvore de bruxaria, domínio de espada e vampirismo. Como eu já havia explicado, bruxaria serve apenas para dia e vampirismo para noite, porém, domínio de espada serve para qualquer momento, sendo praticamente a árvore principal entre as três. Entretanto, o jogador deverá tomar cuidado, pois comprar uma habilidade também gasta um segmento de tempo, e em alguns casos, até três em uma única habilidade, fazendo com que se deva pensar bem e organizar a própria build vendo o que deve e o que não se deve gastar.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Uma mecânica extremamente interessante que foi introduzida em BoD, foi o sistema de fome, que quanto menor estiver nossa vida quando estivermos na forma de vampiro, maior será a chance de acidentalmente matar um NPC. Como no jogo o único objetivo principal é salvar nossa família, literalmente qualquer NPC que pegarmos algum tipo de intimidade, pode sem querer ser morto em um diálogo se o jogador não tiver cuidado com a própria vida, fazendo com que Coen se alimente do sangue dele.

Thales Buscatto

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