Lançado em 31 de março desse ano, Tombwater nos entrega um soulslike em 2D onde mistura temas de velho-oeste junto de horrores abissais, sendo bastante inspirado no que chamamos de “western horror”, algo como podemos ver em Red Dead Redemption: Undead Nightmare por exemplo.

HISTÓRIA

No jogo nós acompanhamos um pistoleiro sem nome, onde, logo no começo, podemos ver um flashback de um assalto que deu errado, fazendo com que sua gangue se dissipasse. 10 anos depois, nosso protagonista recebe uma carta do antigo líder de sua gangue, chamado de Flintwood, que, atualmente no tempo do jogo, era o novo xerife da cidade. Entretanto, assim que nosso pistoleiro misterioso chega na cidade, ele percebe que havia algo de muito errado, pois o que costumava ser uma cidade bem movimentada, naquele momento estava totalmente desértica e morta.
Ao caminhar pela cidade, o jogador se depara com pessoas totalmente insanas e até mesmo monstros, totalmente fora dos padrões daquele mundo. Nosso papel nesse ponto é descobrir o que diabos aconteceu com a cidade e achar Flintwood.

Por se tratar de um soulslike, a história tende a ser um tanto mal contada. Apesar do jogo nos mostrar vagamente onde devemos ir, a forma em que a história se desenvolve pode deixar a desejar bastante, tendo de analisar flashbacks ao interagir com círculos vermelhos no mapa, assim, descobrindo mais sobre o que decaiu sobre a cidade.

GAMEPLAY

A gameplay que devia ser o ponto mais alto do jogo não deixa a desejar, mas também, não chega a agradar totalmente. O jogo possui uma gameplay um tanto simples até demais, mas não no bom sentido. Em vários momentos o jogador vai sentir que ela é bem travada, mal dando pra esquivar após atacar direito, fora também que, para usar projéteis como uma bomba por exemplo, o jogador não deverá usar o cursor do mouse e mirar no inimigo, o que é o de se esperar em um jogo nesse estilo, mas sim fazer com que o nosso personagem fique exatamente de frente para ele, tendo que se alinhar com o adversário pois a bomba segue apenas em linha reta, independente de onde o cursor esteja.

Entretanto, um ponto positivo é a mecânica de sanidade, onde, após pegarmos um poder, conforme o jogador usa o medidor de sanidade vai subindo, e ao atingir o máximo, não só será impossibilitado de usar, como também os golpes sofridos darão o dobro de dando, porém, tendo a vida recuperada aos poucos.

Por se tratar de um soulslike o jogo nos oferece uma quantidade razoável de classes diferentes, cada uma com uma arma branca e uma arma de fogo diferente, com vida, resistência e sanidade variando em cada uma dessas classes, com armas brancas que atacam mais rápido porém mais fracas, ou com uma distância maior porém mais lentas; com armas de fogo onde pode dar vários tiros porém com dano menor, ou dois tiros com um dano maior.

EXPLORAÇÃO

O jogo nos oferece uma mapa maior do que o jogador poderia imaginar pro escopo que o jogo aparenta, tendo vários cenários bem distintos um dos outros, cada um contendo características próprias e marcantes. Contudo, a exploração em si pode chegar a ser bem frustrante, pois, no mapa da cidade por exemplo, é um labirinto gigante, com o próprio mapa não ajudando nem um pouco para o jogador se orientar, podendo até mesmo piorar a exploração.

(Jogado no PC)