As primeiras prévias de The Legend of Zelda: Ocarina of Time foram publicadas pela imprensa especializada, e a recepção inicial do remake tem sido positiva. A nova versão do clássico lançado originalmente em 1998 promete mais do que uma atualização visual, trazendo mudanças na jogabilidade, na exploração, nos cenários e até em determinados desafios da aventura.
Desenvolvido para o Nintendo Switch 2, o projeto mantém a estrutura central da jornada de Link, mas adapta diferentes aspectos da experiência para torná-la mais fluida e acessível aos padrões atuais. Entre os destaques estão os controles aprimorados, as masmorras modificadas, os diálogos expandidos e a reconstrução de áreas conhecidas de Hyrule.
Controles modernizados e exploração mais fluida
Uma das mudanças mais significativas está na movimentação de Link. Diferentemente do jogo original, em que os saltos aconteciam automaticamente em determinadas situações, o personagem agora conta com um botão dedicado para pular, além da possibilidade de correr. A câmera também pode ser movimentada livremente, oferecendo maior controle sobre a perspectiva durante a exploração.
O combate recebeu melhorias semelhantes. A apresentação a 60 quadros por segundo contribui para movimentos mais responsivos, enquanto os ajustes nos comandos tornam os confrontos mais dinâmicos. A troca de equipamentos também foi simplificada com opções de seleção rápida, reduzindo a necessidade de interromper a aventura para acessar o inventário tradicional.
Outra novidade é a possibilidade de manter um minimapa visível durante a exploração. A interface oferece diferentes configurações, permitindo que cada jogador escolha entre uma apresentação mais informativa ou uma tela com menos elementos visuais.
O remake também introduz o recurso Threads of Time, que reúne informações sobre acontecimentos e objetivos para ajudar os jogadores a retomar a aventura após uma pausa. Já a integração com o aplicativo Nintendo Switch permite acessar recursos adicionais relacionados ao jogo por meio do celular.
Hyrule ganha cenários reconstruídos e novos detalhes
A reformulação visual está entre os aspectos mais comentados nas primeiras impressões. A Floresta Kokiri apresenta vegetação mais densa, enquanto a Cidade do Castelo de Hyrule ganhou construções mais detalhadas e ruas que podem ser exploradas com maior liberdade de câmera.
O Campo de Hyrule também recebeu alterações na disposição de elementos do cenário, novos pontos de interesse e mudanças na geografia de determinadas áreas. Locais conhecidos, como o Rancho Lon Lon, apresentam diferenças em relação à versão original, incentivando os veteranos a observar o ambiente com atenção.
Embora a nova direção artística tenha provocado opiniões divididas desde sua apresentação, algumas publicações consideraram que os cenários funcionam melhor durante a experiência prática. A iluminação, as texturas e os efeitos ambientais contribuem para uma representação mais detalhada do reino.
Nem todos os aspectos visuais, porém, receberam elogios unânimes. A representação da água foi apontada como um dos elementos que ainda podem parecer artificiais, enquanto o novo visual de Link também gerou debates entre os jornalistas.
Masmorras preservam sua identidade, mas recebem alterações
As masmorras continuam sendo uma parte central da experiência, mas algumas passaram por modificações estruturais e ajustes em seus quebra-cabeças. Na Grande Árvore Deku, por exemplo, foram identificadas mudanças em determinados trechos da exploração. Já o Templo da Floresta recebeu alterações em mecanismos, passagens e desafios.
Entre os exemplos apontados nas prévias estão a inclusão de um elevador em uma sala com quebra-cabeças envolvendo blocos e mudanças em uma sequência que originalmente utilizava plataformas giratórias. Algumas soluções também foram adaptadas para combinar melhor com os controles atualizados.
Os confrontos contra inimigos e chefes também apresentam diferenças. As Poe Sisters receberam ajustes em suas apresentações e padrões de combate, enquanto determinadas criaturas passaram a fornecer indicações visuais mais claras antes de atacar ou expor seus pontos vulneráveis.
Apesar das alterações, a imprensa destacou que as masmorras continuam reconhecíveis. O objetivo parece ser preservar a identidade dos desafios originais enquanto reduz algumas limitações e torna a navegação mais intuitiva.
Personagens recebem novos diálogos e interações
As mudanças também alcançam a narrativa e a vida cotidiana dos habitantes de Hyrule. Personagens que anteriormente apareciam apenas em interações breves ganharam diálogos adicionais, enquanto alguns moradores agora participam de conversas mais elaboradas.
A Cidade do Castelo de Hyrule se beneficia especialmente dessas novidades. Além da exploração mais livre, a região conta com interações adicionais e comentários espontâneos dos personagens, tornando o ambiente mais movimentado.
A fada Navi, conhecida pelas frequentes interrupções no jogo original, também recebeu ajustes. Algumas orientações podem ser solicitadas manualmente, enquanto comentários aparecem sem interromper constantemente a ação. A mudança procura preservar a participação da personagem sem comprometer o ritmo da aventura.
Outro destaque é a inclusão de cenas com dublagem. Momentos importantes da história receberam apresentações mais elaboradas, embora nem todos os diálogos sejam narrados por voz. A interpretação em inglês, entretanto, foi um dos pontos que provocaram ressalvas em algumas das primeiras análises.
Trilha sonora renovada e atmosfera mais envolvente
A trilha sonora também foi revisitada, com novos arranjos orquestrais para músicas conhecidas da franquia. As composições atualizadas foram elogiadas por ampliar o impacto emocional de determinados momentos e dar nova vida a melodias que marcaram a versão de Nintendo 64.
O Templo da Floresta foi citado como um dos exemplos mais expressivos da reconstrução. A iluminação, a neblina e os efeitos ambientais ajudam a reforçar a atmosfera inquietante da masmorra, enquanto os cenários detalhados dão mais destaque aos elementos de fantasia sombria presentes na aventura.
O remake também apresenta novidades relacionadas à Ocarina, incluindo uma opção para cantarolar notas utilizando o microfone de um dispositivo compatível, além dos comandos tradicionais.
Um clássico atualizado sem perder sua essência
De maneira geral, as prévias indicam que a Nintendo procurou equilibrar modernização e fidelidade. A progressão principal, os locais mais emblemáticos e os fundamentos do combate continuam familiares, mas a movimentação, a interface, os diálogos e partes dos desafios foram adaptados para oferecer uma experiência mais confortável.

Algumas decisões artísticas e aspectos da dublagem ainda dividem opiniões, e as demonstrações disponibilizadas à imprensa não revelam todas as mudanças presentes no jogo completo. Mesmo assim, as impressões iniciais sugerem que o projeto vai além de uma simples reformulação gráfica.
The Legend of Zelda: Ocarina of Time será lançado em 5 de novembro de 2026, exclusivamente para Nintendo Switch 2.
Fonte: Universo Nintendo




