Lançado recentemente no dia 24 de setembro, Remedy entrega seu mais novo jogo, CONTROL Resonant. Sendo continuação direta do primeiro CONTROL, Resonant já nos seus trailers se mostrou ser o jogo mais diferente que a empresa propusera. Diferente de seu antecessor ou dos outros jogos do “Remedyverso” na qual eram todos TPS (third person shooter/tiro em terceira pessoa), CONTROL Resonant é um RPG e Hack n Slash, mas que, ainda assim, possui toda a genialidade e confusão apresentada em qualquer jogo da Remedy.
HISTÓRIA
Para entendermos a história de CONTROL Resonant, somos obrigados a dar uma revisada breve no que vimos no primeiro game da duologia.
No primeiro CONTROL, nós controlamos Jesse Faden, uma mulher que está em busca de seu irmão, Dylan, e “invade” a sede da DFC (Departamento Federal de Controle) chamada de Velha Casa, localizada em Manhattan, Nova Iorque. DFC, empresa essa que raptou Dylan cerca de 17 anos antes, quando ambos eram ainda crianças. Logo após a entrada de Jesse na Velha Casa, ela contata o diretor local rapidamente o substitui, se tornando a nova diretora
Conforme Jesse anda pela velha casa, ela se depara com o prédio inteiramente devastado, e conforme vai explorando o local, descobre que o motivo pela tal devastação era uma força que desafia a realidade chamada de Ruído, força essa que escolheu Dylan como seu arauto. Então, o trabalho de Jesse não só é limpar a bagunça causada na velha casa, afinal, a mesma se tornou a nova diretora, mas também salvar seu irmão que havia sido possuído pelo Ruído.
Após Jesse ajeitar as coisas na Velha Casa e resgatar seu irmão que ficou em coma, a história de CONTROL Resonant finalmente começa.

Logo no começo do game, nós vemos que teve um time skip de 7 anos do primeiro para o segundo jogo. Assim como qualquer jogo da Remedy, ele se passa no seu ano de lançamento, sendo 2026, enquanto o primeiro game se passa em 2019.
Assim que começamos o game, podemos ver Dylan ainda em coma em uma cela, com Jesse ao seu lado, enfiando uma barra de ferro no peito do irmão como forma de sacrifício, achando que tinha o matado, e então, indo embora.
Após o empalamento, Dylan acorda de repente no seu próprio subconsciente e começa a dialogar com a barra de metal que estava alojada em seu peito, que passamos a conhecer como Aberrante.
Após isso, Dylan se dirige à saída da DFC onde estava trancafiada em quarentena pelo estrago causado pelo Ruído durante todos esses 7 anos, e se deparando com a entrada do prédio totalmente destruída, e logo, com toda a cidade parecendo um caos, onde a realidade está totalmente distorcida quebrando as dimensões. Nesse momento, Dylan conhece Zoe por um rádio, personagem essa que se torna nossa amiga/tutora até o final do game.
Em CONTROL Resonant, o jogador possui dois objetivos principais, que é encontrar a irmã do protagonista que desapareceu e consertar o estrago causado pelo Ruído na cidade de Manhattan, o que faz Dylan enfrentar vários Ressonantes, que são os bosses do jogo onde originalmente eram Parautilitários onde foram transformados em entidades.
COMBATE
O combate de CONTROL Resonant, assim como dito anteriormente, é totalmente Hack n Slash, o que casou muito bem com a proposta do jogo.
Assim que começamos o game e temos contato com o Aberrante, nós temos três tipos de armas na qual a barra de metal se transforma, sendo lâminas duplas com foque no ataque crítico, um machado que causa mais dano ao ser executado por trás e por último a arma que foi minha favorita durante a gameplay, que é uma foice focada no ataque em área. Ao decorrer do jogo nós também podemos pegar diferentes ataques que variam entre ataques pesados, ataques rápidos, em área, e por aí vai, dando ao jogador diferentes variações de gameplay, podendo montar várias builds diferentes, cada uma adaptando ao seu estilo de jogo.
Durante o combate, a gameplay é extremamente fluída e viciante, podendo usar várias habilidades de locomoção como dashs, planar e muito mais.
Conforme vamos enfrentando os bosses do jogo, nós vamos adquirindo suas habilidades, podendo escolher diferentes variações da mesma habilidade, onde cada uma se prova extremamente útil em diferentes situações, mas que, entretanto, todas gastam um mesmo medidor de poder onde se recarrega ao atingir inimigos, fazendo com que o jogador maneje como deverá gastar cada habilidade.

O jogo também apresenta uma variação considerável de inimigos, tendo diferentes classes onde cada uma possui um estilo diferente de gameplay. Apesar da maioria dos inimigos morrerem com facilidade, sempre que entramos em um confronto irá surgir hordas e hordas de inimigos para matarmos, o que adiciona um desafio muito gratificante para o jogo, que, apesar de ser relativamente fácil, mostra uma grande dificuldade quando o jogador se encontra encurralado.
Devo comentar também sobre os bosses, que são os Aberrantes citados anteriormente. Todos, sem exceção, possuem uma característica própria, tendo move set diferente, cenário diferente e habilidades diferentes, fazendo com que o jogador em nenhum momento sinta que está sendo uma experiência repetida, fazendo com que todos sejam extremamente divertidos de se enfrentar, e também desafiadores.
EXPLORAÇÃO
Aqui é onde CONTROL Resonant possívelmente mais peca, mas que ainda assim faz bem. Ao sairmos da Antiga Casa, podemos explorar uma parte de Manhattan, o que infelizmente acaba tendo um visual um pouco genérico, tendo partes repetidas, com exceção de um cenário ou outro que é totalmente destoante, principalmente quando quebram a realidade, mas que, quando estamos vagando pela cidade, podemos ver que o jogo recicla muitos ambientes, como lojas, prédios, andaimes e etc, não tendo nem sequer um único lugar conhecido de Manhattan para passarmos perto. Além disso, o mapa também não ajuda nem um pouco na exploração, pois conforme vamos andando pela cidade, nós podemos encontrar vários baús para obter recursos, mas que mal aparece em qual andar está localizado, se está acima ou abaixo do jogador, não guiando em praticamente nada, nem para os itens e nem para as missões, repetindo os mesmos erros já mostrados nos jogos anteriores da Remedy na minha opinião. O jogo conta também um mini mapa extremamente precário, servindo apenas para mostrar a distância de um inimigo para o jogador.

MELHORIAS DE JOGADOR
Em CONTROL Resonant temos um tipo de mapa mental, assim como apresentado em Alan Wake II, onde o personagem entra dentro da própria mente. Aqui, o jogador pode crafitar relíquias que ajudam passivamente durante a gameplay, como resistência a algum elemento, levar menos dano e/ou dar mais dano em diferentes situações, dentre várias outras opções. O jogador pode também melhorar o Aberrante, seja na categoria de ataque principal, na secundária e também na finalização de um combo, onde cada variação da arma possui dois tipos de finalização. E claro, pra finalizar, também tem a árvore de habilidades do próprio jogador, onde somos apresentados a várias opções de habilidades a serem desbloqueadas, que cada uma se adapta diferentemente do estilo de jogo que o jogador escolheu.

PUZZLE
Os puzzles, assim como qualquer jogo do Remedyverso, é uma das partes mais divertidas e desafiadoras, ao mesmo tempo tendo puzzles tranquilos e intuitivos como também puzzles extremamente desafiadores que fazem o jogador pensar de verdade. Nada no nível de Alan Wake II, onde o jogador precisa fazer contas relativamente complexas, mas que mesmo assim, pode apresentar dificuldades para alguns jogadores,

